Um Século de história

Uma homenagem aos 74 anos da emancipação de Nilópolis

São mais de 100 anos de história e esse ano completamos 74 anos de emancipação.
Conheça um pouco da história da princesinha da baixada, nossa amada Nilópolis, contada através da narrativa de grandes personalidades que aqui viveram e aqui levantaram suas obras.
São mais de 100 anos de história e esse ano completamos 74 anos de emancipação.
Conheça um pouco da história da princesinha da baixada, nossa amada Nilópolis, contada através da narrativa de grandes personalidades que aqui viveram e aqui levantaram suas obras.

“Farei um governo de amor e paz

Nilo Procópio Peçanha

“Farei um governo de amor e paz

Nilo Procópio Peçanha

Dep. Lucas de Andrade Figueira

21 de agosto de 1947 – Nilópolis, pela Lei estadual nº 67, art. 7º do Ato das Disposições Transitórias, através da emenda proposta pelo Deputado Lucas de Andrade Figueira, ganha finalmente a sua emancipação politico administrativa.

Dep. Lucas de Andrade Figueira

21 de agosto de 1947 – Nilópolis, pela Lei estadual nº 67, art. 7º do Ato das Disposições Transitórias, através da emenda proposta pelo Deputado Lucas de Andrade Figueira, ganha finalmente a sua emancipação politico administrativa.

Exposição Nilópolis Antigo

Exposição Nilópolis Antigo

Introdução

Embarcaremos em uma viagem no tempo que irá nos levar a cidade de Nilópolis, no período Colonial do nosso Brasil, onde descobriremos a sua história e sua rica paisagem que de Engenheiro Neiva passa a se chamar Nilópolis.

Nossa cidade foi parte integrante da capitania hereditária de São Vicente, que pertenceu a Martin Afonso de Souza, em 1531. Dividiu-se em sesmarias, doando grande parte a Braz Cubas, fundador de Santos, em São Paulo, constando 3.000 braças por costa do lombo do Salgado e 9.000 braças para dentro no Rio Meriti, correndo pela piaçaba de Jacutinga, habitada pelos índios jacutingas, em 1568.

Nesta sesmaria incluía-se Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Caxias, até as fraldas do Gericinó que depois foram se transformando em novas sesmarias e grandes fazendas.

Nilópolis teve sua formação por 4 fazendas: São Matheus, Gericinó, Bananal e Cabral, Sendo a área de ocupação da cidade, somente a antiga fazenda de São Matheus, as outras fazendas compõe o terreno da paisagem do atual Parque Natural do Gericinó.

Introdução

Embarcaremos em uma viagem no tempo que irá nos levar a cidade de Nilópolis, no período Colonial do nosso Brasil, onde descobriremos a sua história e sua rica paisagem que de Engenheiro Neiva passa a se chamar Nilópolis.

Nossa cidade foi parte integrante da capitania hereditária de São Vicente, que pertenceu a Martin Afonso de Souza, em 1531. Dividiu-se em sesmarias, doando grande parte a Braz Cubas, fundador de Santos, em São Paulo, constando 3.000 braças por costa do lombo do Salgado e 9.000 braças para dentro no Rio Meriti, correndo pela piaçaba de Jacutinga, habitada pelos índios jacutingas, em 1568.

Nesta sesmaria incluía-se Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Caxias, até as fraldas do Gericinó que depois foram se transformando em novas sesmarias e grandes fazendas.

Nilópolis teve sua formação por 4 fazendas: São Matheus, Gericinó, Bananal e Cabral, Sendo a área de ocupação da cidade, somente a antiga fazenda de São Matheus, as outras fazendas compõe o terreno da paisagem do atual Parque Natural do Gericinó.

Figuras Ilustres

João Alves Mirandela

João Alves Mirandela

Como toda boa história, a nossa também conta com a presença de personagens ilustres. Começando por João Alves Mirandela, que foi o loteador dos terrenos de Nilópolis e formou também o centro comercial, em 1900. A fazenda São Mateus, como era chamado o município de Nilópolis, foi vendida pelo Barão de Bonfim a João Alves Mirandela e Lázaro de Almeida, por 25 contos de réis. Após treze anos como proprietário da mata da Fazenda São Mateus, João Alves decide vendê-la.
Em 1921, o povo homenageou o Presidente Nilo Peçanha, mudando o nome da Fazenda São Mateus para Nilópolis. Neste mesmo ano, a cidade perdeu um integrante essencial para a história da cidade: João Alves Mirandela falece após os 80 anos.

Cel Julio de Abreu

Cel. Júlio de Abreu

Cel. Júlio de Abreu que construiu a primeira casa da cidade, exercia distinguida função no comercio do R.J e se apaixonou por essas terras.

Nessa época a I Guerra Mundial chegava ao fim, e deixava como saldo inúmeras dificuldades, inclusive financeiras. Com a facilidade da venda dos lotes, importantes homens de negócios não pensaram duas vezes em adquiri-los, e aqui foram construindo e se fixando. E, já no final de 1913 os jornais anunciavam lotes medindo 12,50m. por 50,00m., em suaves prestações. Um destes anúncios chamou a atenção do Coronel Júlio de Abreu que veio pessoalmente conhecer a cidade que estava surgindo, e logo enamorou-se, comprando vários lotes e trazendo após, vários importantes amigos, objetivando erguer uma cidade promissora, ele mesmo construiu a primeira casa de pedra e cal, dando o nome de Vila Ema, em homenagem à sua esposa, inaugurando-a festivamente, com as presenças de comerciantes, banqueiros, políticos, homens públicos, ligados ao Rio de Janeiro, no dia 06 de setembro de 1914, marco de fundação da cidade de Nilópolis.

A classe menos favorecida também teve a sorte de adquirir os lotes menores e, portanto, mais baratos. Não demorou muito para que a fazenda se transformasse num povoado ainda denominado de São Matheus e integrado a São João de Meriti, que era na época o 4º distrito de Nova Iguaçu. Construções foram se erguendo rapidamente, e logo, dos sítios, pomares e quintais das casas podiam se avistar as extensas plantações de laranjas, cuja venda foi uma das primeiras fontes de renda dos moradores do local. Há quem diga que as classes menos privilegiadas quitaram as prestações de seus terrenos com o lucro do produto vendido.

O Coronel também era Presidente do Bloco progresso, bloco este com interesses políticos na cidade e que trouxe através das pessoas que o compunham benfeitorias como a inauguração da bica d’ água, o bonde puxado a burros, primeiro telefone público interurbano na panificação e confeitaria progresso na praça Paulo de Frontin.

Paulo de Frontim

Paulo de Frontin

Paulo de Frontin foi senador, prefeito do então Distrito Federal e deputado federal. Ganhou notoriedade ao multiplicar, juntamente com o também engenheiro Raimundo Teixeira Belfort Roxo, o abastecimento de água na cidade do Rio de Janeiro num prazo recorde de uma semana, num empreendimento que ficou conhecido como Episódio da água em seis dias. E em Nilópolis ajudou na pavimentação das ruas, e na construção da ponte que ligava Nilópolis a Anchieta.

Em 1914 é inaugurado o busto de Paulo de Frontin (que foi um benfeitor das terras) e a praça que recebeu seu nome.

Lucio Tavares

Lucio Tavares

Outra pessoa ilustre é o visionário e empreendedor  Lucio Tavares – Empresário Negro  que em 1930, sensível a solucionar o encurtamento do percurso do transporte em Nilópolis, inaugurou a Viação Dona Irene, facilitando a vida dos nilopolitanos  e progresso a região de Tomazinho, Nilópolis e S. Matheus, que logo recebeu edificações ao redor dos terrenos que margeavam a linha de ônibus.

Figuras Ilustres

João Alves Mirandela

João Alves Mirandela

Como toda boa história, a nossa também conta com a presença de personagens ilustres. Começando por João Alves Mirandela, que foi o loteador dos terrenos de Nilópolis e formou também o centro comercial, em 1900. A fazenda São Mateus, como era chamado o município de Nilópolis, foi vendida pelo Barão de Bonfim a João Alves Mirandela e Lázaro de Almeida, por 25 contos de réis. Após treze anos como proprietário da mata da Fazenda São Mateus, João Alves decide vendê-la.
Em 1921, o povo homenageou o Presidente Nilo Peçanha, mudando o nome da Fazenda São Mateus para Nilópolis. Neste mesmo ano, a cidade perdeu um integrante essencial para a história da cidade: João Alves Mirandela falece após os 80 anos.

Cel. Júlio de Abreu

Cel. Júlio de Abreu que construiu a primeira casa da cidade, exercia distinguida função no comercio do R.J e se apaixonou por essas terras.

Nessa época a I Guerra Mundial chegava ao fim, e deixava como saldo inúmeras dificuldades, inclusive financeiras. Com a facilidade da venda dos lotes, importantes homens de negócios não pensaram duas vezes em adquiri-los, e aqui foram construindo e se fixando. E, já no final de 1913 os jornais anunciavam lotes medindo 12,50m. por 50,00m., em suaves prestações. Um destes anúncios chamou a atenção do Coronel Júlio de Abreu que veio pessoalmente conhecer a cidade que estava surgindo, e logo enamorou-se, comprando vários lotes e trazendo após, vários importantes amigos, objetivando erguer uma cidade promissora, ele mesmo construiu a primeira casa de pedra e cal, dando o nome de Vila Ema, em homenagem à sua esposa, inaugurando-a festivamente, com as presenças de comerciantes, banqueiros, políticos, homens públicos, ligados ao Rio de Janeiro, no dia 06 de setembro de 1914, marco de fundação da cidade de Nilópolis.

A classe menos favorecida também teve a sorte de adquirir os lotes menores e, portanto, mais baratos. Não demorou muito para que a fazenda se transformasse num povoado ainda denominado de São Matheus e integrado a São João de Meriti, que era na época o 4º distrito de Nova Iguaçu. Construções foram se erguendo rapidamente, e logo, dos sítios, pomares e quintais das casas podiam se avistar as extensas plantações de laranjas, cuja venda foi uma das primeiras fontes de renda dos moradores do local. Há quem diga que as classes menos privilegiadas quitaram as prestações de seus terrenos com o lucro do produto vendido.

O Coronel também era Presidente do Bloco progresso, bloco este com interesses políticos na cidade e que trouxe através das pessoas que o compunham benfeitorias como a inauguração da bica d’ água, o bonde puxado a burros, primeiro telefone público interurbano na panificação e confeitaria progresso na praça Paulo de Frontin.

Cel Julio de Abreu
Paulo de Frontim

Paulo de Frontin

Paulo de Frontin foi senador, prefeito do então Distrito Federal e deputado federal. Ganhou notoriedade ao multiplicar, juntamente com o também engenheiro Raimundo Teixeira Belfort Roxo, o abastecimento de água na cidade do Rio de Janeiro num prazo recorde de uma semana, num empreendimento que ficou conhecido como Episódio da água em seis dias. E em Nilópolis ajudou na pavimentação das ruas, e na construção da ponte que ligava Nilópolis a Anchieta.

Em 1914 é inaugurado o busto de Paulo de Frontin (que foi um benfeitor das terras) e a praça que recebeu seu nome.

Lucio Tavares

Outra pessoa ilustre é o visionário e empreendedor  Lucio Tavares – Empresário Negro  que em 1930, sensível a solucionar o encurtamento do percurso do transporte em Nilópolis, inaugurou a Viação Dona Irene, facilitando a vida dos nilopolitanos  e progresso a região de Tomazinho, Nilópolis e S. Matheus, que logo recebeu edificações ao redor dos terrenos que margeavam a linha de ônibus.

Lucio Tavares

Mulheres Que Fizeram História

Fayga Ostrower

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora, Fayga Ostrower chegou ao Rio de Janeiro em 1934. Cursou Artes Gráficas na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em curso coordenado por Tomás Santa Rosa. Em 1955, viajou por um ano para Nova York com uma Bolsa de estudos da Fullbright. Realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Seus trabalhos se encontram nos principais museus brasileiros, da Europa e das Américas, além de receber inúmeros prêmios, entre os quais, o Grande Prêmio Nacional de Gravura da Bienal de São Paulo (1957) e o Grande Prêmio Internacional da Bienal de Veneza (1958); nos anos seguintes, o Grande Prêmio nas bienais de Florença, Buenos Aires, México, Venezuela e outros.

Fayga nasceu em Lodz, na Polônia, em 14 de setembro de 1920.

Em 1921, a família muda-se para Wuppertal, na Alemanha, cidade onde todos passam a morar até 1933. Naquele ano, primeiro seu pai, Froim Krakowski, e depois o restante da família, fogem para a Bélgica, amedrontados pela condição de judeus imigrantes na Alemanha nazista. Junto com outros refugiados cruzam a fronteira à noite, em silêncio, pelo meio de uma floresta. Permanecem ilegalmente na Bélgica até que conseguem visto para o Brasil.

Os Krakowski – Froim, a esposa Frimeta e seus filhos Fayga, Rachel, Elieser (Lesa) e Dawid – desembarcam no Rio de Janeiro em 1934 e vão morar em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Sara Areal

A professora Sara Areal foi uma das educadoras que mais benefícios trouxe para Nilópolis. A frente da Inspetoria de Ensino de Nova Iguaçu, ela melhorou o ensino primário municipal e ampliou a rede de prédios escolares em toda a cidade de Nova Iguaçu e seus antigos distritos, dentre eles, Duque de Caxias, São João de Meriti e Nilópolis. Por sua iniciativa foram criados e instalados serviços dentário, médico, alimentar e assistencial aos educandos.

Fundou escolas e criou o Parque Infantil Maria da Conceição Cardoso, hoje, Parque Sara Areal, anexo a Escola Municipal Edyr Ribeiro, em Nova Cidade. Além de ter sido a primeira inspetora de ensino de Nilópolis na década de 50.

Parteira Pequetita

De suas filhas ilustres, que tanto colaboraram com trabalho e dedicação, Nilópolis, lembra com saudades das queridas Dona Pequetita (a parteira que trouxe ao mundo muitos filhos de Nilópolis). Naquela época era muito comum os partos serem em residências, e a nossa saudosa Pequetita deixou lembranças para alguns nilopolitanos e em homenagem singela a essa mulher histórica no bairro de Olinda, existe um Travessa que recebeu o seu nome.

Mulheres Que Fizeram História

Fayga Ostrower

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora, Fayga Ostrower chegou ao Rio de Janeiro em 1934. Cursou Artes Gráficas na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em curso coordenado por Tomás Santa Rosa. Em 1955, viajou por um ano para Nova York com uma Bolsa de estudos da Fullbright. Realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Seus trabalhos se encontram nos principais museus brasileiros, da Europa e das Américas, além de receber inúmeros prêmios, entre os quais, o Grande Prêmio Nacional de Gravura da Bienal de São Paulo (1957) e o Grande Prêmio Internacional da Bienal de Veneza (1958); nos anos seguintes, o Grande Prêmio nas bienais de Florença, Buenos Aires, México, Venezuela e outros.

Fayga nasceu em Lodz, na Polônia, em 14 de setembro de 1920.

Em 1921, a família muda-se para Wuppertal, na Alemanha, cidade onde todos passam a morar até 1933. Naquele ano, primeiro seu pai, Froim Krakowski, e depois o restante da família, fogem para a Bélgica, amedrontados pela condição de judeus imigrantes na Alemanha nazista. Junto com outros refugiados cruzam a fronteira à noite, em silêncio, pelo meio de uma floresta. Permanecem ilegalmente na Bélgica até que conseguem visto para o Brasil.

Os Krakowski – Froim, a esposa Frimeta e seus filhos Fayga, Rachel, Elieser (Lesa) e Dawid – desembarcam no Rio de Janeiro em 1934 e vão morar em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Sara Areal

A professora Sara Areal foi uma das educadoras que mais benefícios trouxe para Nilópolis. A frente da Inspetoria de Ensino de Nova Iguaçu, ela melhorou o ensino primário municipal e ampliou a rede de prédios escolares em toda a cidade de Nova Iguaçu e seus antigos distritos, dentre eles, Duque de Caxias, São João de Meriti e Nilópolis. Por sua iniciativa foram criados e instalados serviços dentário, médico, alimentar e assistencial aos educandos.

Fundou escolas e criou o Parque Infantil Maria da Conceição Cardoso, hoje, Parque Sara Areal, anexo a Escola Municipal Edyr Ribeiro, em Nova Cidade. Além de ter sido a primeira inspetora de ensino de Nilópolis na década de 50.

Parteira Pequetita

De suas filhas ilustres, que tanto colaboraram com trabalho e dedicação, Nilópolis, lembra com saudades das queridas Dona Pequetita (a parteira que trouxe ao mundo muitos filhos de Nilópolis). Naquela época era muito comum os partos serem em residências, e a nossa saudosa Pequetita deixou lembranças para alguns nilopolitanos e em homenagem singela a essa mulher histórica no bairro de Olinda, existe um Travessa que recebeu o seu nome.

Timeline Histórica

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1858
1866
1896
1900
1913
1914
1914
1915
1916
1920
1921
1930
1935
1936
1945
1947
1947
1948
1949
1951
1953
1957
1959
1962
1966
1967
1975
1979
1980
1988
1989
1992
1995
1998
1998
1998
1998
1999
1999
2000
2000
2000
2001
2002
2003
2005
2006
2006

Timeline Histórica

1858
1866
1896
1900
1913
1914
1914
1915
1916
1920
1921
1930
1935
1936
1945
1947
1947
1948
1949
1951
1953
1957
1959
1962
1966
1967
1975
1979
1980
1988
1989
1992
1995
1998
1998
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1999
1999
2000
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2001
2002
2003
2005
2006
2006

Os Bairros

Centro

Como toda cidade, Nilópolis tem sua marca registrada, e com isso contaremos um pouco de como se formou esse centro comercial e histórico.

Em 1914 foi feita a primeira casa de Alvenaria, após o loteamento da fazenda São Matheus, foi a casa do Coronel Julio de Abreu, na AV. Getulio de Moura dando inicio a construção de casas na praça Paulo de Frontin, quase esquina com a Roberto da Silveira, iniciando a formação do centro histórico da cidade que mais tarde receberia alguns prédios arquitetônicos de relevância. Nesse mesmo ano foi colocado o busto de Paulo de Frontin para homenagear suas benfeitorias a Nilópolis. É construída a plataforma da Estrada de Ferro para a parada do trem a vapor por Engenheiro Neiva, trazendo mais moradores, o povoado passa a se chamar Engenheiro Neiva e começa a circular o bonde puxado a burros, na Avenida Mirandela.

Tempos depois surge o comercio, com apoio do Bloco do progresso que traria a Panificadora e confeitaria Progresso, a instalação do primeiro Telefone Interurbano e do primeiro cinema, assim o comércio de Nilópolis passa a ter expressão no cenário histórico. Na década de 30 surge a Maçonaria Iguassuana e o Sindicato de Comercio Varejista do Município de Iguassu que funcionava no sobrado na Praça Paulo de Frontin, fortalecendo o setor comercial da cidade que até hoje é a base da nossa economia.

Olinda

Olinda é um importante bairro da cidade de Nilópolis e possui característica atípica na sua relação com o Governo Municipal: sempre desfrutou o seu território de uma relativa independência sem comprometer as regras locais. Quando a cidade conquista sua emancipação político-administrativa, em 1947, a sua divisão ficou estabelecida que o novo município fosse composto de dois distritos: Nilópolis e Olinda. Esta divisão permitiu que em Olinda tivesse cartório e outros equipamentos da vida comum para o funcionamento da cidade.

Por força da Lei Emancipatória de 1947, o 2º Distrito possuía os seguintes limites: com o 1º Distrito pelos eixos das ruas Corina Padrez e Manuel Reis, com o Distrito Federal pelo Campo de Instrução do Gericinó e pelo Rio Pavuna, com o município de São João de Meriti pela linha de transmissão da Cia de Carris, Luz e Força do Rio de Janeiro. A Lei Orgânica do Município de Nilópolis foi promulgada em 05 de abril de 1990.

Nove anos depois, em 23 de dezembro, foi criada a Lei Municipal 5935. Esta, tratou da Lei dos Bairros e o 2º Distrito ficou com a seguinte divisão de bairros: Centro de Olinda; da Mina (Nova Olinda); Paiol; Cabral; Cabuis II e Manoel Reis II.

Interessa-nos aqui o Bairro Centro de Olinda, que apresenta limites ao sul com o Rio de janeiro pelo rio ou canal da Pavuna, em Anchieta; à leste pela Rua Sen. Fernando Mendes até o rio Pavuna; ao norte fazia divisa com a Rua Dr. Manoel Reis e pelo oeste apresentava limites com a pracinha Wallace Paes Leme e sua respectiva rua, até o rio Pavuna. Neste espaço os dados estatísticos apresentados pelo IBGE em 2010, são de 10.800 habitantes. Hoje já são cerca de 158 mil moradores.

Historicamente as terras do 2º Distrito pertenceram à Fazenda do Cabral e em sua maior parte à Fazenda São Mateus.

Um outro ponto importante na história desse bairro foi a construção da Estação de Olinda, que nasce da luta dos moradores do 2º Distrito para ter um transporte próprio que os levasse ao centro do Rio de Janeiro e ao Centro de Nilópolis com maior conforto e rapidez, já que o transporte urbano era praticamente inexistente. No mesmo lugar onde a Estação se encontra hoje, havia um ponto de parada para embarque e uma casinha construída bem próximo à margem da ferrovia onde se vendiam os bilhetes, isto por volta de 1930. Nesta época foi construída uma ponte sobre a linha férrea ligando a Av. Getúlio de Moura (antiga Rua Lazaro de Almeida) e a Av. Roberto Silveira (antiga Rua Francisca de Almeida). Esta ponte tinha apenas a função de evitar acidentes, já que as margens eram desprovidas de cercas ou muros de proteção.

Frigorífico

Surgiu a partir do complexo onde se localizava o Matadouro Modelo Iguassu, inaugurado em 1930 e em funcionamento até 1990, demolido em 1999, cuja sua extensão equivaleria atualmente onde se encontra o Centro Municipal de Eventos inaugurado em 2011, a Vila Olímpica inaugurada em 1997 (onde funcionava o campo de futebol batizado de campo do frigorífico) e o CIEP 136 Professora Stella de Queiroz Pinheiro até a linha férrea.

O atual Bairro do Frigorifico, que era motivo de orgulho para os Administradores de Nova Iguaçu, recebia visitas Ilustres como o Presidente da Republica Getulio Vargas. Até hoje os moradores antigos contam do odor forte do trato dos animais e também das travessias de gado pelas ruas principais da cidade, era uma cena cômica.

Os Bairros

Centro

Como toda cidade, Nilópolis tem sua marca registrada, e com isso contaremos um pouco de como se formou esse centro comercial e histórico.

Em 1914 foi feita a primeira casa de Alvenaria, após o loteamento da fazenda São Matheus, foi a casa do Coronel Julio de Abreu, na AV. Getulio de Moura dando inicio a construção de casas na praça Paulo de Frontin, quase esquina com a Roberto da Silveira, iniciando a formação do centro histórico da cidade que mais tarde receberia alguns prédios arquitetônicos de relevância. Nesse mesmo ano foi colocado o busto de Paulo de Frontin para homenagear suas benfeitorias a Nilópolis. É construída a plataforma da Estrada de Ferro para a parada do trem a vapor por Engenheiro Neiva, trazendo mais moradores, o povoado passa a se chamar Engenheiro Neiva e começa a circular o bonde puxado a burros, na Avenida Mirandela.

Tempos depois surge o comercio, com apoio do Bloco do progresso que traria a Panificadora e confeitaria Progresso, a instalação do primeiro Telefone Interurbano e do primeiro cinema, assim o comércio de Nilópolis passa a ter expressão no cenário histórico. Na década de 30 surge a Maçonaria Iguassuana e o Sindicato de Comercio Varejista do Município de Iguassu que funcionava no sobrado na Praça Paulo de Frontin, fortalecendo o setor comercial da cidade que até hoje é a base da nossa economia.

Olinda

Olinda é um importante bairro da cidade de Nilópolis e possui característica atípica na sua relação com o Governo Municipal: sempre desfrutou o seu território de uma relativa independência sem comprometer as regras locais. Quando a cidade conquista sua emancipação político-administrativa, em 1947, a sua divisão ficou estabelecida que o novo município fosse composto de dois distritos: Nilópolis e Olinda. Esta divisão permitiu que em Olinda tivesse cartório e outros equipamentos da vida comum para o funcionamento da cidade.

Por força da Lei Emancipatória de 1947, o 2º Distrito possuía os seguintes limites: com o 1º Distrito pelos eixos das ruas Corina Padrez e Manuel Reis, com o Distrito Federal pelo Campo de Instrução do Gericinó e pelo Rio Pavuna, com o município de São João de Meriti pela linha de transmissão da Cia de Carris, Luz e Força do Rio de Janeiro. A Lei Orgânica do Município de Nilópolis foi promulgada em 05 de abril de 1990.

Nove anos depois, em 23 de dezembro, foi criada a Lei Municipal 5935. Esta, tratou da Lei dos Bairros e o 2º Distrito ficou com a seguinte divisão de bairros: Centro de Olinda; da Mina (Nova Olinda); Paiol; Cabral; Cabuis II e Manoel Reis II.

Interessa-nos aqui o Bairro Centro de Olinda, que apresenta limites ao sul com o Rio de janeiro pelo rio ou canal da Pavuna, em Anchieta; à leste pela Rua Sen. Fernando Mendes até o rio Pavuna; ao norte fazia divisa com a Rua Dr. Manoel Reis e pelo oeste apresentava limites com a pracinha Wallace Paes Leme e sua respectiva rua, até o rio Pavuna. Neste espaço os dados estatísticos apresentados pelo IBGE em 2010, são de 10.800 habitantes. Hoje já são cerca de 158 mil moradores.

Historicamente as terras do 2º Distrito pertenceram à Fazenda do Cabral e em sua maior parte à Fazenda São Mateus.

Um outro ponto importante na história desse bairro foi a construção da Estação de Olinda, que nasce da luta dos moradores do 2º Distrito para ter um transporte próprio que os levasse ao centro do Rio de Janeiro e ao Centro de Nilópolis com maior conforto e rapidez, já que o transporte urbano era praticamente inexistente. No mesmo lugar onde a Estação se encontra hoje, havia um ponto de parada para embarque e uma casinha construída bem próximo à margem da ferrovia onde se vendiam os bilhetes, isto por volta de 1930. Nesta época foi construída uma ponte sobre a linha férrea ligando a Av. Getúlio de Moura (antiga Rua Lazaro de Almeida) e a Av. Roberto Silveira (antiga Rua Francisca de Almeida). Esta ponte tinha apenas a função de evitar acidentes, já que as margens eram desprovidas de cercas ou muros de proteção.

Frigorífico

Surgiu a partir do complexo onde se localizava o Matadouro Modelo Iguassu, inaugurado em 1930 e em funcionamento até 1990, demolido em 1999, cuja sua extensão equivaleria atualmente onde se encontra o Centro Municipal de Eventos inaugurado em 2011, a Vila Olímpica inaugurada em 1997 (onde funcionava o campo de futebol batizado de campo do frigorífico) e o CIEP 136 Professora Stella de Queiroz Pinheiro até a linha férrea.

O atual Bairro do Frigorifico, que era motivo de orgulho para os Administradores de Nova Iguaçu, recebia visitas Ilustres como o Presidente da Republica Getulio Vargas. Até hoje os moradores antigos contam do odor forte do trato dos animais e também das travessias de gado pelas ruas principais da cidade, era uma cena cômica.

Galeria

Conheça Nilópolis

REALIZAÇÃO
REALIZAÇÃO

Essa pesquisa histórica e iconográfica, assim como a construção deste site, contam com o apoio da Secretaria de Cultura, por meio da Superintendência de Patrimônio Histórico, da Secretaria de Turismo e da Secretaria de Governo.

Essa pesquisa histórica e iconográfica, assim como a construção deste site, contam com o apoio da Secretaria de Cultura, por meio da Superintendência de Patrimônio Histórico, da Secretaria de Turismo e da Secretaria de Governo.